Com 113 mil toneladas produzidas em 2024, espécie fortalece a piscicultura amazônica e amplia perspectivas para produtores da região Norte
O tambaqui, um dos símbolos da biodiversidade amazônica, deixou de ser apenas um peixe tradicional da região Norte para se consolidar como uma das principais proteínas produzidas no país. Dados recentes da piscicultura brasileira mostram que a espécie alcançou a marca de 113 mil toneladas produzidas em 2024, tornando-se o segundo peixe mais cultivado do Brasil, atrás apenas da tilápia.
O avanço representa mais do que um crescimento estatístico. Ele reflete a expansão da piscicultura como atividade econômica estratégica para a Amazônia, impulsionando empregos, renda e oportunidades de negócios em estados que historicamente enfrentam desafios logísticos e limitações de mercado. A produção está concentrada principalmente na região Norte, com destaque para Rondônia, que lidera o ranking nacional e se tornou referência na criação da espécie.
O crescimento do tambaqui também é resultado de investimentos em pesquisa, melhoramento genético e assistência técnica. Iniciativas desenvolvidas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura em parceria com a Embrapa buscam aumentar a produtividade dos criatórios, reduzir custos e ampliar a competitividade do setor, fortalecendo a presença do peixe nos mercados nacional e internacional.
Para o Acre, o cenário acende um sinal de oportunidade. Com abundância hídrica, clima favorável e tradição na produção de peixes nativos, o estado reúne condições para ampliar sua participação em um mercado que continua em expansão. Especialistas apontam que o fortalecimento da cadeia produtiva, aliado a investimentos em infraestrutura, assistência técnica e comercialização, pode transformar a piscicultura em uma importante alternativa de diversificação econômica para produtores rurais.
Enquanto o agronegócio brasileiro busca novas fronteiras de crescimento, o tambaqui emerge como um exemplo de como a riqueza natural da Amazônia pode gerar desenvolvimento, agregar valor à produção regional e conquistar espaço cada vez maior na mesa dos brasileiros.
