Rio Branco, Acre - terça-feira, 08 setembro, 2026

Pedro Longo cobra serviço de hemodiálise para evitar viagens de pacientes de Feijó e Tarauacá

Pedro Longo critica monopólio no transporte intermunicipal e pede providências à Ageac

Pacientes renais de Feijó e Tarauacá que precisam de hemodiálise ainda enfrentam uma rotina desgastante para manter o tratamento: várias vezes por semana, precisam pegar a BR-364 e seguir até Cruzeiro do Sul para realizar o procedimento.

A situação chegou ao deputado estadual Pedro Longo durante as agendas que o parlamentar tem realizado pelos municípios acreanos. Nesta terça-feira (8), ele levou o problema à tribuna da Assembleia Legislativa e cobrou do Governo do Estado uma solução para que o atendimento seja oferecido mais próximo desses pacientes.

Longo chamou atenção principalmente para as condições em que essas viagens são feitas. São pacientes que já chegam ao transporte fragilizados, enfrentam a BR-364, passam aproximadamente quatro horas em uma máquina de hemodiálise e, depois de todo o procedimento, ainda precisam percorrer novamente a rodovia para retornar para casa.

“Chega a ser desumano esse transporte. Imagine uma pessoa que já é fragilizada pela própria doença ter que se deslocar de Feijó ou Tarauacá até Cruzeiro do Sul, ficar quatro horas numa máquina fazendo a purificação do sangue e depois retornar ao seu município”, afirmou.

O deputado disse que já procurou a Secretaria de Estado de Saúde para discutir uma saída. Segundo Longo, o secretário de Saúde reconheceu que a demanda existe e colocou o assunto entre as questões que precisam ser resolvidas pelo Estado.

Na avaliação do parlamentar, o próprio governo já tem uma experiência que pode servir de referência. Ele lembrou que Brasileia passou a contar com o serviço de hemodiálise por meio de uma empresa terceirizada, garantindo atendimento aos pacientes da região do Alto Acre.

Para Longo, é preciso agora encontrar uma alternativa que também alcance Feijó e Tarauacá. “Quero deixar aqui um apelo ao governo para que encontre um caminho o mais rapidamente possível. A região ainda não foi contemplada e essa população precisa contar com esse serviço lá”, cobrou.

A implantação do atendimento na região evitaria que pacientes que dependem continuamente da hemodiálise precisassem transformar a viagem pela BR-364 em mais uma etapa obrigatória do tratamento.

Compartilhar