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A Páscoa de 2026 chega com expectativa positiva para o comércio, mesmo diante de preços mais salgados. A projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indica crescimento nas vendas, impulsionado por uma combinação que já virou tradição: consumo afetivo, encontros em família e troca de presentes.
A estimativa é de alta de 2,5% no volume de vendas, com movimentação de bilhões no varejo. O número, se confirmado, será o maior da série histórica iniciada em 2005. O dado chama atenção porque vem em um cenário de encarecimento de produtos típicos da data, especialmente o chocolate, que segue pressionado pelo aumento do cacau no mercado internacional.
Mesmo com a alta dos preços, o consumo não deve recuar. A explicação está no comportamento do consumidor, que vem mudando. Em vez de comprar em grande quantidade, muitas famílias estão optando por produtos mais selecionados, com foco em qualidade e significado. Itens como kits presenteáveis, chocolates diferenciados e embalagens mais elaboradas ganham espaço nas prateleiras.
Outro ponto que influencia esse cenário é a queda nas importações de produtos tradicionais da Páscoa, como chocolate e bacalhau. Com menos itens vindos de fora, cresce a presença de produtos nacionais, o que também ajuda a manter o ritmo das vendas, ainda que com preços mais altos.
Apesar disso, o impacto no bolso é real. O chocolate, principal símbolo da data, deve registrar aumento significativo, seguido por outros itens típicos e até refeições fora de casa. Ainda assim, fatores como o mercado de trabalho aquecido e uma leve desaceleração da inflação contribuem para sustentar o consumo.
Mais do que números, a Páscoa segue sendo uma data movida por emoção. Para além do preço, muitas decisões de compra passam pelo valor simbólico do momento — seja para presentear alguém, reunir a família ou manter uma tradição que atravessa gerações.
