Foto: David Medeiros
A assinatura da ordem de serviço para revitalização do Parque da Maternidade recoloca no centro do debate um dos espaços mais simbólicos — e, ao mesmo tempo, mais negligenciados — da capital acreana. O anúncio feito pela governadora Mailza Assis, nesta segunda-feira, vem carregado de expectativa: devolver à população um local que, ao longo dos anos, perdeu fluxo, segurança e manutenção básica.
A intervenção começa pelo trecho que liga o Terminal Urbano à região da Capoeira, com serviços voltados à recuperação de estruturas já desgastadas pelo tempo. Calçadas danificadas, passarelas comprometidas e áreas de circulação afetadas estão entre os primeiros alvos da obra, que promete avançar de forma gradual até alcançar toda a extensão do parque. A proposta, segundo o governo, é tornar o espaço novamente utilizável tanto para deslocamento quanto para lazer.
Além da recuperação física, o discurso oficial aponta para um reforço na segurança e na acessibilidade, dois fatores que, na prática, têm afastado frequentadores do local. A promessa de presença mais efetiva do poder público — tanto na manutenção quanto na vigilância — surge como tentativa de reverter a sensação de abandono que se consolidou nos últimos anos.
O investimento inicial, ainda que concentrado em uma primeira etapa, é apresentado como parte de um projeto maior, dividido em fases e com previsão de continuidade. A execução imediata dos serviços indica uma tentativa de dar resposta rápida a uma demanda antiga da população, especialmente de quem utiliza o parque no dia a dia.
Mais do que uma obra de infraestrutura, a revitalização toca em um ponto sensível: a relação da cidade com seus espaços públicos. Recuperar o Parque da Maternidade não é apenas uma questão de obra — é, sobretudo, um teste de gestão sobre como preservar, ocupar e cuidar de um patrimônio que sempre foi vitrine de Rio Branco.
