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A paralisação parcial dos motoristas do transporte coletivo provocou impactos significativos na mobilidade urbana de Rio Branco ao longo desta quarta-feira (15). O movimento, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Público do Acre, resultou na redução gradual da frota disponível durante o dia.
Nas primeiras horas da manhã, cerca de 30% dos veículos deixaram de circular. No entanto, conforme o cronograma definido pela categoria, o percentual de paralisação foi ampliado ao longo do período, podendo atingir até metade da frota em operação entre 9h e 16h.
De acordo com o presidente do sindicato, Antônio Neto, a estratégia adotada consiste em uma paralisação escalonada, com variações no número de veículos parados ao longo do dia. Após o período de maior impacto, a tendência é de redução gradual, com diminuição do número de ônibus fora de circulação no fim da tarde.
O cenário é agravado pela própria redução na quantidade de veículos disponibilizados pelas empresas. Segundo o sindicato, a previsão inicial era de 96 ônibus em circulação, mas apenas 76 foram efetivamente colocados nas ruas, o que intensificou os efeitos da paralisação sobre o transporte público.
A mobilização da categoria tem como principal motivação o atraso no pagamento de salários referentes ao mês de março, além de denúncias de irregularidades trabalhistas, como pendências em encargos e repasses.
Até o momento, não houve avanço nas negociações. O sindicato afirma que a Ricco Transportes, responsável pelo serviço na capital, não apresentou proposta ou manifestação oficial desde o início do movimento.
Com a redução da frota, usuários do transporte coletivo enfrentam longos períodos de espera nas paradas e recorrem a alternativas mais onerosas, como transporte por aplicativo e mototáxi, para cumprir compromissos diários.
A paralisação segue por tempo indeterminado e, segundo os representantes da categoria, só deverá ser encerrada após a regularização dos salários e demais pendências trabalhistas.
