Foto: Sérgio Vale
O advogado Ruan de Mesquita Amorim, padrasto do adolescente apontado como autor do ataque ocorrido em uma escola particular de Rio Branco, foi ouvido pela polícia e liberado na noite desta terça-feira (5), após prestar esclarecimentos na Delegacia de Flagrantes.
De acordo com informações apuradas, ele foi conduzido à unidade policial por ser o responsável legal pela arma de fogo utilizada no episódio. Após o depoimento, o advogado assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado, sem permanência sob custódia.
O caso será encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, que ficará responsável pela investigação detalhada dos fatos. Entre os pontos que devem ser apurados estão as circunstâncias que permitiram o acesso do adolescente ao armamento e eventuais responsabilidades.
Em nota divulgada pela defesa, o padrasto afirmou que o jovem teve acesso ao equipamento de forma indevida, sem autorização ou conhecimento prévio. O comunicado também negou qualquer participação ou incentivo nos atos praticados.
O ataque, ocorrido dentro da unidade de ensino, resultou na morte de duas funcionárias da escola e deixou outras pessoas feridas, incluindo uma estudante. Segundo informações preliminares, as vítimas teriam tentado intervir no momento da ação, em uma tentativa de proteger alunos e conter a situação.
As investigações também devem analisar possíveis fatores que possam ter influenciado o comportamento do adolescente, incluindo o ambiente social e escolar. Autoridades não descartam a participação de terceiros ou outros elementos que possam ter contribuído para o ocorrido.
Após o episódio, o governo do Acre decretou luto oficial de três dias em todo o estado, como forma de homenagem às vítimas e em reconhecimento à gravidade do caso.
