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A compra direta da produção local tem sido uma das estratégias do governo para fortalecer a agricultura familiar, garantir alimentação nas escolas e gerar renda no campo. Em entrevista ao Correio Em Prosa, o secretário de Estado de Agricultura, José Luiz Tchê, destacou a execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com atenção especial ao PAA indígena e à criação do PAA estadual.
Segundo o secretário, o PAA indígena alcançou alto nível de execução e passou a integrar a alimentação escolar em comunidades onde o acesso a alimentos era limitado. “É a primeira vez que o PAA indígena é executado dessa forma. A comida que chega à escola vem da própria comunidade, respeitando cultura, produção local e gerando renda”, afirmou.
Tchê explicou que o modelo de compra adotado faz diferença no bolso do produtor. Ao citar o exemplo da banana, ele destacou que a aquisição por caixa, e não por quilo, garante melhor remuneração. “Quando você compra por caixa, o produtor ganha. Se fosse por quilo, ele perderia. Isso muda completamente a lógica”, disse.
Além do programa federal, o secretário ressaltou a criação do PAA estadual, com recursos próprios, para ampliar o alcance da política pública. “O PAA estadual nasce para atender regiões onde ainda há insegurança alimentar e dificuldade de acesso a mercado. É o Estado comprando de quem produz e entregando a quem precisa”, explicou.
Para Tchê, a política de compra direta fortalece a economia local ao mesmo tempo em que cumpre um papel social. “Você garante merenda, gera renda no campo e movimenta a produção local. É política pública que chega onde precisa chegar”, concluiu.
