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Levantamento realizado pelo PET Economia da Universidade Federal do Acre (UFAC) indica que os supermercados registram preços médios mais elevados da carne bovina em comparação aos açougues em Rio Branco. Os dados foram coletados entre os dias 8 e 12 de fevereiro de 2026 em diferentes regiões da capital e mostram diferenças significativas em cortes nobres e populares.
Entre os cortes de maior valor, a picanha apresentou média de R$ 77,65 nos supermercados, enquanto nos açougues o preço médio foi de R$ 63,37. O filé foi encontrado a R$ 77,35 nos supermercados e a R$ 63,94 nos açougues. Nos cortes de consumo mais frequente, como fraldinha, coxão mole e coxão duro, a diferença também se manteve, com valores superiores nos supermercados. A mesma tendência foi observada no fígado e até nos ovos (cartela com 30 unidades), que apresentaram média de R$ 22,11 nos supermercados contra R$ 19,35 nos açougues.
A comparação com o mês anterior aponta variações heterogêneas nos preços. Entre as maiores altas registradas estão pá com osso (+6,07%), fígado (+5,53%) e contra filé (+4,65%). Alguns cortes apresentaram leve recuo, como filé (-0,10%) e patinho (-0,04%), enquanto outros mantiveram oscilações moderadas. O boletim destaca que não há aceleração inflacionária generalizada, mas há pressão concentrada em cortes de maior consumo popular.
O mapeamento por região também revelou disparidades entre estabelecimentos, com preços médios variando de cerca de R$ 28 a R$ 45, a depender do ponto de venda. Regiões com maior presença de supermercados tendem a apresentar médias mais elevadas, enquanto bairros com maior concentração de açougues registram maior dispersão e relativa moderação nos valores.
O PET Economia informou que o monitoramento será mantido de forma mensal, com o objetivo de acompanhar a dinâmica dos preços e seus reflexos sobre o custo de vida da população acreana. Os dados integram série de levantamentos voltados à análise do mercado local de alimentos.
