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A nova safra de grãos do Acre, que deve crescer 9,1% até 2026, não traz apenas recordes de produtividade — traz também novos protagonistas. Por trás das lavouras de milho e soja que se multiplicam no interior, há um movimento liderado por jovens produtores e cooperativas que estão redefinindo o perfil do campo acreano.
Em regiões como Acrelândia, Plácido de Castro e Sena Madureira, filhos de antigos pecuaristas e pequenos agricultores decidiram investir em culturas de ciclo curto, tecnologia e gestão profissional. São jovens que trocaram o curral pelo plantio mecanizado e as redes sociais pelo planejamento da colheita. Muitos deles estão à frente de propriedades familiares, conectados com o mercado e atentos às boas práticas ambientais.
As cooperativas têm papel central nessa transformação. Elas garantem assistência técnica, acesso a insumos e, sobretudo, poder de negociação. A expansão do cooperativismo no Acre, especialmente nas cadeias do milho e da soja, fortalece a logística de armazenamento e o escoamento da produção, antes considerados gargalos.
O resultado aparece nos números: a soja deve crescer 18,4% e o milho 5,3%, impulsionando uma safra total de 231 mil toneladas, segundo a Conab. Mas, mais do que números, o que se vê é uma nova geração de produtores que acredita no futuro da agricultura acreana e na possibilidade de viver bem da terra, sem precisar sair do estado.
Com o avanço da produção e o protagonismo dos jovens, o Acre escreve um novo capítulo na sua história rural — um capítulo em que o campo volta a ser sinônimo de esperança, trabalho e modernização.
