Foto: Portal Correio online
Mesmo após mais de duas décadas dedicadas ao rodeio, João Perez mantém viva a vontade de seguir montando. Questionado sobre onde se enxerga daqui a dez anos, ele não esconde o desejo de continuar na arena, embora reconheça as limitações físicas que o tempo impõe. “Eu queria que sim, mas o corpo da gente já vai cansando. Se não estiver mais montando, vou estar em casa, tranquilo”, afirma.
Para ele, o rodeio é mais do que uma profissão — é uma missão de vida. Ao longo dos anos, já conquistou títulos importantes, que trouxeram orgulho para a família e para sua cidade. Mas, acima das vitórias, destaca o valor da honestidade e do respeito. “O que importa é trabalhar bem feito, com correção e sempre respeitando a todos. É isso que traz satisfação”, diz.
Apesar do tom de despedida quando fala sobre o futuro, João reforça que ainda tem energia para encarar a arena. “Se depender da vontade, eu sigo. Mas a gente precisa reconhecer os limites do corpo. O importante é não parar de sonhar e continuar buscando novos desafios”, destacou.
Esse olhar maduro, equilibrando passado, presente e futuro, mostra o quanto o rodeio moldou sua identidade. Entre conquistas, quedas e planos, João Perez segue deixando sua marca na história, construindo um legado que vai além da arena e se perpetua na memória da família, dos amigos e da comunidade que o acompanha.
