“O Acre precisa estar no centro do debate sobre o petróleo e as terras raras da Amazônia”, aponta Cesário

Foto: Portal Correi Online 

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Durante participação no podcast Correio em Prosa, o coordenador estadual do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Cesário Braga, defendeu que o Acre assuma um papel ativo nos grandes debates estratégicos que envolvem o futuro da Amazônia especialmente na discussão sobre a exploração de petróleo na Foz do Amazonas e a extração de terras raras, minerais essenciais para a indústria tecnológica mundial.

Braga destacou que esses temas definem o rumo da política ambiental e econômica do país e que a região não pode continuar sendo tratada apenas como cenário de impacto, mas como parte protagonista das decisões. Segundo ele, os resultados financeiros e tecnológicos desses empreendimentos precisam ser reinvestidos no próprio território amazônico, com foco em educação superior, ciência e geração de emprego qualificado.

“A Amazônia precisa debater se o benefício que vai ser resultante dessa exploração, que é muito dinheiro, vai ser reinvestido na nossa região. A gente precisa transformar essas riquezas em oportunidades. O Acre tem técnicos, universidades e gente preparada. O que falta é parar pra discutir e construir uma estratégia conjunta”, afirmou.

O coordenador mencionou ainda que o Brasil detém grandes reservas de terras raras, mas que boa parte delas está concentrada em áreas amazônicas e ainda é pouco explorada. Ele lembrou que esses elementos são usados na fabricação de equipamentos eletrônicos, veículos elétricos e painéis solares, e que o país precisa deixar de exportar apenas matéria-prima.

“A gente precisa pensar em refinar e produzir aqui. A Amazônia pode ser um centro de tecnologia limpa e de energia. O Acre tem condições de fazer parte disso”, observou Braga.

Para ele, a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, somada ao avanço da ferrovia transoceânica e à fronteira agrícola do sul da Amazônia, cria um cenário geoeconômico inédito para o Norte do país. Ele defende que o Acre se antecipe às transformações e elabore projetos de longo prazo voltados à industrialização e à qualificação profissional.

“Nós precisamos pensar o desenvolvimento da Amazônia a partir de planos que durem mais que um governo. É isso que vai garantir que nossa população seja beneficiada de verdade”, concluiu.

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