Casos foram registrados nas Filipinas e na Austrália, mas seguem restritos a aves de criação doméstica e silvestres; Brasil acompanha situação sem impacto nas exportações
Novos registros de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) nas Filipinas e na Austrália voltaram a acender o alerta para o setor avícola mundial. Embora os casos ainda não tenham atingido granjas comerciais, autoridades sanitárias reforçaram as medidas de vigilância para evitar a disseminação da doença.
Nas Filipinas, o foco foi identificado em um pequeno plantel de aves na província de Oriental Mindoro. Como medida de contenção, os animais da propriedade foram abatidos e equipes de vigilância passaram a monitorar a região.
Já na Austrália, o vírus foi detectado em aves silvestres, marcando o primeiro registro da cepa H5N1 em uma espécie nativa do país. Até o momento, não há confirmação de transmissão para granjas comerciais.
Apesar da preocupação internacional, os novos casos não afetam, por enquanto, a produção ou as exportações brasileiras de carne de frango.
O Brasil, maior exportador mundial do produto, mantém rígidos protocolos de biossegurança e acompanha de perto a evolução da doença em outros países. Cada novo foco registrado no exterior aumenta a atenção dos importadores e reforça a necessidade de controle sanitário para preservar a confiança no mercado internacional.
O que é a gripe aviária?
A gripe aviária é uma doença viral que afeta aves domésticas e silvestres. Algumas variantes, como a H5N1, apresentam alta capacidade de transmissão entre aves e podem provocar elevada mortalidade nos plantéis.
Segundo especialistas, o risco para a população permanece baixo. O consumo de carne de frango e ovos continua seguro quando os alimentos são produzidos sob inspeção sanitária e preparados adequadamente.
As autoridades sanitárias seguem monitorando os novos focos para evitar que a doença alcance grandes granjas comerciais, cenário que poderia provocar restrições ao comércio internacional de carnes e derivados.
Por enquanto, os casos registrados na Ásia e na Oceania servem como um alerta para que os países mantenham os protocolos de prevenção e biossegurança, considerados fundamentais para proteger a produção avícola mundial.
