Novo convênio amplia defesa fitossanitária contra monilíase no cacau e no cupuaçu

Foto: Marco Nascimento/Agência Pará

Foto: Marco Nascimento/Agência Pará

O Acre deu mais um passo para proteger duas das principais cadeias produtivas da bioeconomia amazônica. Um convênio firmado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) vai fortalecer o combate à monilíase, doença considerada uma das maiores ameaças ao cultivo de cacau e cupuaçu na região Norte.

O acordo, assinado no fim de 2025 e publicado no Diário Oficial da União, terá vigência até abril de 2027 e prevê investimento total de R$ 2,3 milhões. Os recursos serão destinados à ampliação das ações de defesa vegetal no estado, com foco em vigilância fitossanitária, respostas emergenciais e estruturação das equipes que atuam diretamente em campo.

Entre as medidas previstas estão a aquisição de veículos, embarcações e equipamentos, além do uso de tecnologias específicas para monitoramento das áreas produtivas. O convênio também contempla capacitações técnicas e a produção de materiais educativos voltados aos produtores rurais, considerados peça-chave na identificação precoce e no controle da doença.

A monilíase, causada por um fungo altamente agressivo, pode comprometer grande parte da produção se não for detectada e controlada a tempo. Por isso, a estratégia adotada busca não apenas conter eventuais focos, mas evitar a disseminação da doença em regiões onde o cacau e o cupuaçu representam renda, segurança alimentar e permanência das famílias no campo.

Para o Governo do Acre, o fortalecimento da defesa agropecuária é decisivo para garantir sustentabilidade à cadeia produtiva, proteger pequenos e médios produtores e consolidar o estado como referência nacional em ações de vigilância e controle fitossanitário na Amazônia.

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