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A padronização do tamanho dos morangos comercializados em bandejas passou a gerar repercussão entre produtores e consumidores em todo o país. A mudança ocorre após a entrada em vigor da portaria nº 886/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que estabelece critérios para classificação e apresentação do produto destinado ao consumo in natura.
A norma determina que cada embalagem deve conter frutas com características semelhantes, seguindo padrões técnicos de tamanho e aparência. A medida coloca o Brasil em conformidade com regras do Mercosul voltadas à identidade e qualidade do morango no mercado regional.
No campo, a nova exigência já impacta a rotina de produção. Agricultores relatam aumento no tempo de colheita e na necessidade de triagem mais rigorosa das frutas. Para pequenos produtores, o processo pode representar elevação nos custos operacionais, além de preocupação com a destinação de morangos fora do padrão exigido.
Por outro lado, parte do setor avalia que a padronização pode trazer benefícios, como maior organização na comercialização e mais transparência para o consumidor. A uniformidade também é vista como um fator que pode agregar valor ao produto, especialmente em mercados mais exigentes.
No Acre, onde a produção de morango ainda é pontual e concentrada em pequenas iniciativas, a medida acende o alerta para produtores que buscam ampliar mercado e profissionalizar a atividade. A adequação às novas regras pode se tornar um diferencial competitivo, mas também exige estrutura e planejamento.
A discussão evidencia um desafio recorrente no agro: equilibrar exigências de mercado com a realidade da produção, principalmente para quem está na base da cadeia.
