Rio Branco, Acre - sexta-feira, 06 março, 2026

Nova lista do governo federal inclui oito foragidos do Acre entre alvos prioritários

Foto: Internet 

Foto: Internet 

A nova estratégia nacional de combate a foragidos colocou o Acre entre os estados com alvos prioritários monitorados em todo o país. O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou, nesta segunda-feira (8), o site gov.br/captura, plataforma que reúne informações e imagens dos 216 criminosos mais procurados do Brasil. Cada unidade da federação indicou oito nomes considerados prioritários — e os oito selecionados pelo Acre passam agora a integrar a lista vermelha nacional.

De acordo com o Ministério, os estados utilizaram uma matriz de risco para definir os indicados. Entre os critérios avaliados estão a gravidade dos crimes, o vínculo dos suspeitos com organizações criminosas, a existência de múltiplos mandados de prisão e a atuação em mais de uma região do país. A iniciativa, segundo a pasta, busca fortalecer o enfrentamento ao crime organizado e ampliar a cooperação entre as forças de segurança.

O governo federal afirma que a criação da lista é resultado de uma ação conjunta entre estados e União, com foco na troca de informações e no apoio operacional às polícias. A ferramenta também incentiva a participação direta da população. Denúncias anônimas podem ser feitas pelos números 190 e 197.

A plataforma integra o Programa Captura, cujo objetivo é identificar, localizar e prender indivíduos classificados como de alta periculosidade. Como parte da iniciativa, o Ministério anunciou a instalação de uma célula operacional no estado do Rio de Janeiro, considerado um dos principais destinos de foragidos de diversas regiões do país. A nova estrutura deverá agilizar o fluxo de informações e dar suporte às equipes estaduais nas operações de localização e prisão.

Com a inclusão dos nomes acreanos na lista, o estado passa a ter visibilidade nacional dentro do mapa de combate aos foragidos, reforçando o esforço conjunto para acelerar prisões e desarticular redes criminosas interestaduais.

Compartilhar