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O aumento da migração de moradores das grandes cidades para áreas rurais no Sul e Sudeste tem chamado atenção nas redes sociais e em levantamentos recentes. O dado mais divulgado aponta crescimento de 60% nesse movimento nos últimos anos. A informação gerou a impressão de que o Brasil estaria vivendo uma onda generalizada de retorno ao campo. No Norte, porém, o cenário não segue o mesmo ritmo.
Dados demográficos indicam que a Região Norte mantém forte concentração populacional nas capitais e nos principais centros urbanos. No Acre, Rio Branco continua sendo o principal polo de atração interna, reunindo serviços públicos, comércio, empregos e estrutura que ainda não estão distribuídos de forma equilibrada entre os municípios menores. Não há, até o momento, registros oficiais que apontem um movimento amplo e consolidado de saída das cidades rumo ao campo na região.
Isso não significa que não existam movimentos pontuais. Há crescimento de atividades rurais em algumas áreas e relatos de famílias que optaram por morar fora dos grandes centros. Mas, até agora, não se trata de uma tendência estruturada que altere o perfil populacional da Região Norte.
A ideia de que o país inteiro está trocando a cidade pelo campo não encontra respaldo uniforme nos dados. No Norte, a realidade ainda aponta para a permanência nas cidades como estratégia de acesso a renda, saúde, educação e serviços básicos.
