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No dia em que Rio Branco completa 143 anos, o ex-prefeito, ex-governador e atual presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, usou a data simbólica para fazer um discurso marcado por críticas à atual situação da capital acreana, ao mesmo tempo em que expressou solidariedade às famílias atingidas pelas fortes chuvas e reafirmou esperança de dias melhores para a cidade.
Ao lembrar os desabrigados das últimas semanas, Viana afirmou que Rio Branco atravessa “tempos muito difíceis” e disse nunca ter visto “tanto mau rosto” e “tanto desamor” com a cidade como agora, numa referência direta à gestão pública. Sem citar nomes, criticou pessoas que tiveram a oportunidade de trabalhar pela capital, mas, segundo ele, não corresponderam às expectativas da população.
O ex-prefeito relembrou realizações de suas gestões, citando a criação e revitalização de espaços públicos como o Parque Chico Mendes, o Horto Florestal e o Capitão Ciríaco, além da implantação de praças, calçadas, avenidas e cerca de 60 quilômetros de ciclovias. Segundo Viana, naquele período, Rio Branco era “fotografável”, em contraste com o que classificou hoje como “preguiça” e “mau gosto” no cuidado com a cidade.
Apesar das críticas, o discurso não se limitou ao lamento. Viana destacou que acredita na capacidade de Rio Branco se reconstruir e prosperar novamente, lembrando sua ligação pessoal com a capital, onde nasceu, viveu, criou as filhas e hoje convive com os netos. “Se a cidade vai bem, a gente também fica bem”, afirmou.
Fundada em 1882 por Eutélio Noé, Rio Branco chega aos 143 anos em meio a desafios urbanos, sociais e climáticos, e o pronunciamento de uma de suas principais lideranças históricas reacende o debate sobre gestão pública, identidade urbana e o futuro da capital acreana.
