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Pelo menos dez estados brasileiros registram mais beneficiários do programa Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada, de acordo com dados compilados por institutos de pesquisa econômica e divulgados em redes sociais com base em informações do Ministério do Desenvolvimento Social.
O fenômeno mais acentuado foi observado em estados das regiões Norte e Nordeste, tradicionalmente com maiores desafios de inserção no mercado formal de trabalho. No Maranhão, por exemplo, são cerca de 522 mil pessoas a mais recebendo o Bolsa Família do que empregadas com carteira assinada. No Pará, esse número chega a 295 mil, enquanto no Piauí e na Bahia ultrapassa 180 mil beneficiários a mais que trabalhadores formais.
Na Região Norte, estados como Amazonas (61 mil), Amapá (22 mil), Sergipe (17 mil) e Acre (15 mil) também figuram no ranking dos locais onde o total de beneficiários supera o de empregos com carteira assinada. Esses números foram divulgados por rankings de dados econômicos que cruzam registros do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do Bolsa Família.
Segundo levantamentos complementares sobre a distribuição do Bolsa Família nos estados, o percentual da população que recebe o benefício também é significativamente mais alto nas regiões Norte e Nordeste. No Maranhão, cerca de 41,3% da população recebe o programa, seguido por Piauí (41,2%), Pará (38,2%) e Amazonas (35,2%). No Acre, aproximadamente 34,8% dos residentes são contemplados pelo benefício, uma das maiores proporções do país.
Já unidades da Federação das regiões Sul e Sudeste, como Santa Catarina (4,4%), Paraná (8,9%) e São Paulo (8,9%), registram percentuais muito mais baixos de beneficiários em relação à população total, refletindo mercados de trabalho mais desenvolvidos e maiores taxas de emprego formal.
