Recurso envolvendo votos de Antônia Lúcia pode mudar a bancada federal do Acre e tirar cadeira de Zé Adriano.
A tentativa do MDB de garantir uma vaga na Câmara Federal para Ney Amorim sofreu um revés. A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou, na sexta-feira (9), contra o recurso que busca validar os votos recebidos por Antônia Lúcia nas eleições deste ano. A decisão final ainda cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ney Amorim não conseguiu se eleger, mas pode chegar à Câmara caso os votos de Antônia Lúcia sejam considerados na distribuição das vagas. Nesse cenário, o MDB passaria a ter dois deputados federais, Ney e Pedro Longo. Quem perderia a cadeira seria Zé Adriano, reeleito pela União Progressista.
A disputa também tem um lado político. MDB, PP e União Brasil, que dividem alianças no Acre, agora têm interesses diferentes quando o assunto é a composição da bancada federal. Para o MDB, está em jogo uma segunda cadeira em Brasília. Para a União Progressista, a permanência de Zé Adriano.
O parecer da Procuradoria, assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, defende a manutenção do indeferimento da candidatura de Antônia Lúcia. A parlamentar foi condenada por improbidade administrativa em um processo relacionado ao esquema conhecido como rachadinha. A defesa tenta afastar os efeitos dessa condenação sobre sua elegibilidade.
Por enquanto, nada muda na bancada acreana. O recurso será analisado pelo TSE, sob relatoria do ministro Floriano de Azevedo Marques. Até lá, Ney Amorim segue dependendo de uma decisão favorável da Justiça Eleitoral para conquistar a vaga.
