Rio Branco, Acre - domingo, 03 maio, 2026

“Não tem nada pior do que uma greve sem solução”, diz André Kamai sobre impasse com trabalhadores da Educação

Foto Assessoria

O vereador André Kamai (PT) fez uma fala contundente durante a sessão de terça-feira, 27, na Câmara Municipal de Rio Branco, ao tratar da greve dos trabalhadores em Educação. Segundo o parlamentar, a paralisação teve início porque a prefeitura se recusou a abrir diálogo com a categoria, o que teria acendido o estopim do movimento.

“A greve começou porque a prefeitura se recusou a dialogar. Não dá para aceitar essa tentativa de transformar um movimento legítimo em disputa político eleitoreira”, disse Kamai.

O parlamentar criticou a postura do prefeito Tião Bocalom (PL), que tem atribuído à greve um “caráter político”. Para Kamai, essa narrativa serve apenas para deslegitimar a luta dos profissionais que convivem com a precariedade dentro das escolas. “Quem vive o dia a dia nas unidades escolares sabe: falta merenda, falta material, falta diálogo. E os trabalhadores estão há três anos sem sequer a reposição inflacionária”, afirmou.

O vereador denunciou ainda que professores e servidores relataram estar levando materiais de higiene e limpeza de casa para manter a mínima estrutura nas salas de aula. “E não é só para eles, é para as crianças também. Isso é grave, é vergonhoso”, disse.

Kamai também cobrou a abertura imediata de negociação por parte do Executivo municipal e ressaltou que o papel da Câmara é mediar, acompanhar e cobrar a implementação de pactos reais. “Essa Casa pode e deve cumprir esse papel. Não podemos assistir de longe enquanto os profissionais da educação pedem socorro.”

Previdência em pauta e medo de projeto surpresa

Outro ponto levantado pelo vereador foi o temor dos trabalhadores quanto a uma eventual “reforma surpresa” na Previdência Municipal. Segundo ele, a Prefeitura estaria discutindo mudanças sem qualquer diálogo com a categoria ou com o Legislativo. “Se houver um problema hoje na Previdência do Município, ele é herança da gestão do próprio prefeito. É ele quem deve explicações. O que não aceitaremos é um projeto surpresa que penalize os aposentados”, enfatizou.

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