Foto: Rede social
Turin, Norte da Itália, quinta-feira, 9h30 da manhã, 3h30 no Acre. Depois de três anos de espera, o sonho voltou a se concretizar. Em Turim, a delegação acreana foi recebida pela empresa Lavazza, uma das maiores empresas privadas de café do mundo, reconhecida pela excelência, inovação e sustentabilidade. Mais do que uma visita protocolar, o encontro representa o início de um novo ciclo capaz de reposicionar o Acre no mapa global da cafeicultura.
O encontro, que contou com a presença do secretário de Estado de Agricultura, Luis Tchê, de colaboradores, produtoras e produtores rurais, além do apoio estratégico do Sebrae, foi carregado de simbolismo, conforme destaca Tchê.
“Quando realizamos o primeiro QualiCafé, eu disse que o Brasil e o mundo iam conhecer o nosso café. Hoje, esse sonho se torna realidade. Nada disso seria possível sem as mãos de quem planta, colhe e acredita nesse futuro”, destacou o secretário.
O retorno à Lavazza acontece após um intervalo de três anos desde o primeiro movimento de internacionalização da cadeia produtiva do café acreano. Nesse período, produtores locais se capacitaram, diversificaram cultivos e se prepararam para atender às exigências de mercado que envolvem certificações, sustentabilidade e rastreabilidade.
“Estar aqui é mostrar ao mundo que temos café de qualidade, competitivo e capaz de atender aos mercados mais exigentes”, disse Tchê em vídeo publicado nas redes sociais.
Na Itália, a comitiva acreana conheceu detalhes do programa, que já beneficia comunidades do Sul de Minas e pode abrir portas para grãos da Amazônia. “O Acre tem um café único, produzido em pequenas propriedades familiares, com aroma e características que podem conquistar novos mercados”, reforçou um dos representantes da multinacional durante a visita.
Impacto e projeção internacional
Além do prestígio da visita, a missão abre portas para acordos futuros. A expectativa é ampliar exportações, atrair investimentos e consolidar o Acre como polo emergente da cafeicultura amazônica.
O café, já reconhecido em concursos de qualidade, passa a ser visto não apenas como produto agrícola, mas como vetor de desenvolvimento sustentável. Gera emprego, renda e fortalece a imagem do Acre no cenário nacional e internacional. “Estamos vivendo uma nova fase. O Brasil vai conhecer ainda mais o nosso café, e o mundo vai se surpreender com o que temos a oferecer”, reforçou Tchê, emocionado.
