Coluna

Nada de Obra

Por Marcela Jansen

NADA DE OBRA

O Rua do Povo voltou a ordem do dia na Aleac. Os deputados cobram de Tião Bocalom melhorias nas ruas que fazem parte do programa, mas se depender do prefeito os parlamentares continuarão reclamando porque não tem intenção nenhuma de recuperar nada. “As obras mal feitas não foram nem recebidas pela Caixa Econômica Federal, e é o Bocalom que tem que arrumar o que foi feito de errado pelo governo?”, disse o prefeito ao jornalista Luís Carlos Moreira Jorge. A linha de raciocínio do prefeito é ‘compreensível’, haja vista que os questionamentos da qualidade dessas ruas iniciaram ainda durante a execução do programa. Portanto, cabia ao governo na época cobrar os devidos reparos, mas não fez e hoje quem sofre é a população. E pelo andar da carruagem essa problemática ainda vai se arrastar por muito tempo, pois nem prefeitura, nem governo pretende arrumar a bagunça do governo petista. Segundo Bocalom, já foi difícil revitalizar e concluir ruas da gestão do ex-prefeito Marcus Alexandre, imagina as do programa Ruas do Povo. Pois bem! O prefeito não está temendo as críticas. Segue o fluxo!!

SE IRRITOU

O líder do prefeito na Câmara Municipal de Rio Branco, vereador João Marcos Luz ficou irritado com as declarações do deputado estadual Pedro Longo quando cobrou de Bocalom recuperar as ruas da Capital. Além de dizer que Rio Branco está abandonada, Longo reafirmou que não há um impedimento legal para que a obra seja feita, o que tem sido fortemente ressaltado por Luz.

DECLINARAM

A entrevista do presidente regional do MDB, Flaviano Melo, ao Bar do Vaz só corroborou as notícias de bastidores de que a sigla não tem interesse na candidatura de Emerson Jarude a Prefeitura de Rio Branco nas eleições de 2024.

NADA DE ALIANÇA

E quanto a possível aliança entre MDB e PT para o período eleitoral do próximo ano ele foi categórico: “não vou convidar, e nem acho que eles queiram vir para o nosso lado”. A única aliança de interesse no momento é com o governador Gladson Cameli.

LULA NO ACRE

O senador Sérgio Petecão (PSD/AC) declarou que articula a vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Acre ainda este ano. Sem mencionar datas, Petecão apenas disse que o petista virá acompanhar as obras da BR-364 e inaugurar a nova sede do Instituto Federal do Acre (Ifac) na AC-90.

APOIANDO ALYSSON

E por falar no Petecão, o senador já sinalizou que poderá apoiar a possível candidatura de Alysson Bestene a Prefeitura de Rio Branco. O único que tem o poder de atrapalhar a jogada é Marcus Alexandre. Caso o ex-petista opte por filiar-se ao MDB, Petecão irá correr para os braços do progressista.

DOR DE CABEÇA?

Há quem diga que a presença do prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (UB) no partido Podemos será a maior dor de cabeça já tida por Ney Amorim até o momento. Por onde passa Mazinho é tido como furacão. O ex-petista não está muito se importando com a personalidade forte de Mazinho, já destacou que ele é muito bem-vindo a sigla.

INELEGÍVEL

O ex-presidente Jair Bolsonaro está inelegível. Ele é o terceiro ex-presidente do Brasil a se tornar inelegível após a redemocratização. É ainda o primeiro condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que formou maioria entre os ministros com essa decisão.

ABUSO DE PODER POLÍTICO

A ação contra Bolsonaro foi movida pelo PDT e julgada pelo TSE. Os juízes entenderam que o ex-presidente cometeu abuso de poder político e fez uso indevido dos meios de Comunicação.

TEMPO

O ex-presidente fica inelegível por oito anos e, se não houver recursos favoráveis, só voltará a poder disputar uma eleição em 2030.

DIFERENTES I

O caso de Bolsonaro é diferente de Collor e Lula. Eleito em 1989, Collor foi acusado de crime de responsabilidade e de crime comum, ao se envolver em um esquema de corrupção com o ex-tesoureiro Paulo César Farias. Além dos escândalos de corrupção, a situação política foi agravada pela crise econômica após o confisco da poupança.

DIFERENTES II

Lula foi alvo da Operação Lava Jato, encabeçada pelo juiz Sergio Moro (hoje senador pelo União Brasil). Em 2017, foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. O petista foi condenado em primeira instância a nove anos e seis meses de prisão.

NOVO MÁRTIR

Durante o período eleitoral de 2022, o PT apresentou Lula como mártir de um Brasil que queria ser feliz de novo. Nada impede, hoje, que o PSL coloque Bolsonaro na posição de novo mártir da nação brasileira. Nesse quesito o ex-presidente já mostrou que também é bom.

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