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Produtoras do Acre ganham destaque em evento internacional e compartilham o protagonismo com uma das mulheres mais influentes do agro brasileiro, Carmen Lúcia (Ucha).
O café do Acre atravessou fronteiras, mas quem conduziu essa travessia foram, em grande parte, as mulheres. Durante a missão internacional do programa Exporta Mais Brasil, promovida pela ApexBrasil, o protagonismo feminino se impôs de forma natural — no aroma das xícaras, na condução das degustações e nas histórias de quem produz com sensibilidade e propósito.
Entre as convidadas de honra estava Carmen Lúcia Chaves de Brito, conhecida no setor como Ucha, presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e uma das 100 mulheres mais poderosas do agronegócio segundo a Forbes. Mineira, produtora e referência nacional, Ucha veio ao Acre para conhecer de perto os robustas amazônicos e saiu impressionada.
“Esses cafés entregam perfis sensoriais únicos, encantadores, impactantes. Quando você prova, pensa: o que é isso? São cafés especiais do Brasil, e o Acre está mostrando isso ao mundo”, afirmou.
Sua presença foi simbólica. Ao lado de produtoras acreanas que começam a se destacar na cafeicultura, Ucha defendeu que o reconhecimento internacional precisa caminhar junto com o fortalecimento das mulheres no campo. “Estamos aqui para convocar as produtoras do Acre a colocarem sua identidade em cada xícara. É preciso honrar o que cultivamos e mostrar ao mundo que o café da Amazônia tem alma feminina.”
No Acre, cada vez mais mulheres assumem o comando de lavouras, cooperativas e associações. Elas acompanham o plantio, participam das etapas de secagem e torra, e agora têm lugar garantido em eventos de exportação e concursos de qualidade. A delicadeza do olhar feminino tem se transformado em um diferencial na percepção sensorial e na sustentabilidade das lavouras.
A fala de Ucha ecoou entre as participantes e resumiu o espírito do evento: o café especial não é apenas o que encanta o paladar, mas o que carrega histórias de quem o produz. “Quando uma mulher entra na cafeicultura, ela muda tudo: muda o cuidado, muda a comunidade e muda o resultado”, completou.
