Foto: Sérgio Vale
Motoristas de aplicativo realizaram, nesta terça-feira (14), uma mobilização em Rio Branco para manifestar insatisfação com o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152, que trata da regulamentação da atividade em todo o país. O ato teve início na Praça do Juventus, onde cerca de 100 motociclistas se reuniram antes de seguir em carreata até o centro da cidade.
A proposta em discussão no Congresso Nacional foi analisada no mesmo dia por uma comissão especial na Câmara dos Deputados, o que motivou a mobilização local, alinhada a manifestações registradas em outras regiões do país.
Entre os principais pontos criticados pelos trabalhadores estão as regras relacionadas ao bloqueio e desligamento de motoristas pelas plataformas digitais. Segundo os manifestantes, o texto não estabelece critérios claros nem mecanismos de transparência nesses casos.
Outro aspecto questionado pela categoria diz respeito à ausência de definição de um piso mínimo de remuneração, além da falta de limites para as taxas cobradas pelas empresas responsáveis pelos aplicativos.
Representantes dos motoristas afirmaram que a proposta, da forma como está estruturada, não garante segurança econômica para os profissionais, deixando a definição dos valores das corridas e das tarifas sob responsabilidade exclusiva das plataformas.
Apesar das críticas, lideranças da categoria reconhecem que o projeto também contempla pontos considerados positivos, especialmente no que se refere à inclusão de direitos trabalhistas.
A mobilização seguiu pelas principais vias da capital acreana e teve como objetivo chamar a atenção das autoridades e da sociedade para as demandas da categoria, que busca maior equilíbrio nas regras de atuação e melhores condições de trabalho no setor.
