Posseiros da região do segundo distrito de Rio Branco fecharam a Avenida Amadeo Barbosa, no início da tarde de terça-feira, 28, protestando contra uma medida judicial de Reintegração de Posse. Eles destacam que muitas famílias residentes nos bairros Canaã e Belo Jardim ficarão desabrigadas caso a medida seja cumprida.
De acordo com a ordem judicial, o mandado de reintegração de posse deve ser cumprido até o dia 12 de junho. Até lá, os posseiros garantem intervenções rotineiras na Amadeo Barbosa, afim de chamar a atenção para o problema.
Quênio Rodrigues, um dos posseiros, conta que comprou terras no bairro Canaã em 2001 e se sentiu lesado ao tomar conhecimento da decisão da Juíza de Direito Thais Queiroz Khalil, da 2° Vara Cível da Comarca de Rio Branco. “Essa área foi consolidada em 2011, com direito nosso. Mas a juíza reabriu o processo e estamos reivindicando contra essa ordem de despejo”, disse Rodrigues.
O advogado do grupo, Jorge Andrade, explicou que o processo trata do espólio de Heloísa Levi Barbosa, viúva falecida de Amadeo Barbosa, também falecido. Segundo ele, os filhos do casal pretendem ser reintegrados aos terrenos que já foram de propriedade dos pais, mas foram invadidos e repassados a terceiros diversas vezes.
“É um mandado de desocupação, estamos tentando uma medida judicial para suspender o cumprimento dele. Essa é uma área de conflito, que já fez parte do antigo aeroporto, uma área grande com diversos grupos estabelecidos. No meio do processo, o inventariante Jimmy Barbosa tentou fazer uma desapropriação indireta, e a causa foi julgada improcedente. As pessoas que estão aqui adquiriram o terreno por boa fé, imagine o caos social que a desapropriação de mais de duas mil famílias podem gerar ao município, e principalmente a abertura de uma brecha de jurisprudência”, afirmou o advogado.
