Rio Branco, Acre - sexta-feira, 05 junho, 2026

Ministro reage a críticas dos EUA, defende Pix e diz que Brasil não deve abrir mão da soberania

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O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, aproveitou sua passagem pelo Acre nesta sexta-feira (5) para fazer uma defesa enfática do Pix, rebater críticas internacionais relacionadas à política ambiental brasileira e contestar medidas econômicas adotadas pelos Estados Unidos contra produtos nacionais.

As declarações foram feitas durante o lançamento do Programa Inova no Acre, em Rio Branco, diante de prefeitos, parlamentares e representantes de diversos municípios acreanos.

Ao abordar o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, Waldez afirmou que o Pix representa uma conquista tecnológica nacional e não deve ser alvo de concessões em negociações internacionais. “O Pix é do Brasil, é dos brasileiros. Nós não temos que abrir mão nunca disso, muito menos para atender interesses dos americanos”, declarou.

Segundo o ministro, o sucesso da ferramenta alterou a dinâmica do mercado financeiro ao reduzir custos de transações e ampliar o acesso da população aos serviços bancários. “O Pix facilitou a vida das pessoas, democratizou as transações financeiras e trouxe mais eficiência para milhões de brasileiros”, afirmou.

Durante o discurso, Waldez também criticou o que classificou como interferência externa em temas considerados estratégicos para o país. Sem citar diretamente medidas específicas adotadas pelo governo norte-americano, ele afirmou que argumentos ligados ao Pix, à proteção ambiental e à propriedade intelectual vêm sendo utilizados para justificar barreiras contra o Brasil. “Eles não têm que vir levantar o dedo na cara da gente, não”, disse.

Ao comentar as cobranças internacionais relacionadas à preservação da Amazônia, o ministro defendeu os resultados ambientais alcançados pelo país nos últimos anos e destacou que a região é protegida principalmente pela atuação de sua própria população. “Eu não aceito de nenhum estrangeiro questionar a nossa responsabilidade ambiental. A Amazônia está preservada pela responsabilidade do seu povo”, declarou.

Waldez citou ainda dados de redução do desmatamento para argumentar que o Brasil tem avançado na agenda ambiental. Segundo ele, os números não justificariam medidas que possam afetar setores produtivos nacionais. “O desmatamento na Amazônia caiu 50%. No Cerrado, caiu 32%. Isso não combina com argumentos usados para taxar quem produz, gera emprego e movimenta a economia brasileira”, afirmou.

O ministro também defendeu uma visão mais ampla sobre os desafios ambientais da região amazônica, apontando problemas estruturais como saneamento básico, tratamento de resíduos sólidos e ampliação do acesso à água potável. “Se a gente for identificar os principais desafios ambientais da Amazônia, eles passam por saneamento, esgotamento sanitário, destinação adequada dos resíduos e melhoria da infraestrutura urbana”, destacou.

Ao encerrar a fala, Waldez fez um apelo pela defesa dos interesses nacionais acima das divergências políticas. “Nós podemos ter diferenças partidárias, ideológicas e de opinião. O que não podemos é ser indiferentes quando estão em jogo a soberania nacional, o patrimônio brasileiro e os direitos do povo brasileiro”, concluiu.

As declarações ocorreram durante a cerimônia que marcou o início das entregas do Programa Inova no Acre, iniciativa que prevê mais de R$ 223 milhões em investimentos para aquisição de máquinas, veículos e equipamentos destinados aos 22 municípios do estado.

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