Com a região norte concentrando mais de 72% dos casos de hepatite D do país, sendo 23% dos casos registrados no Acre, o Ministério da Saúde resolveu anunciar um projeto-piloto de testes de diagnósticos e monitoramento da doença.
A iniciativa visa que a população infectada tenha acesso ao diagnóstico, acompanhamento e tratamento da infecção, que é adquirida através do vírus da hepatite B.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no ano de 2022, foram 10.952 casos de hepatite B e 128 de hepatite D no Brasil. Em 2023, com a retomada das ações de prevenção, uma redução dos casos já foi registrada: 10.092 casos de hepatite B e 109 de hepatite D.
O Acre é o segundo estado do Brasil com a maior ocorrência da doença. Em todo o país, 62,8% dos infectados foram identificados como pessoas autodeclaradas pretas ou pardas, seguidos de 17,3% de brancas, 6,6% de indígenas e 1,3% de amarelas.
Os testes que serão disponibilizados irão facilitar, agilizar e aumentar a capacidade diagnóstica no país. O projeto foi iniciado por meio de uma parceria do Ministerio da Saúde com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Rondônia, a ideia agora é expandir para os demais estados do norte.
