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Durante participação no podcast Correio em Prosa, o vereador Samir Bestene (PP) detalhou um dos projetos mais robustos de seu mandato: o Meu Primeiro Negócio, iniciativa que pretende ampliar o acesso à renda em bairros populares e oferecer autonomia financeira especialmente a mulheres vítimas de violência doméstica. A proposta foi incorporada ao Plano Plurianual da Prefeitura após articulação direta do parlamentar.
O programa nasce de um diagnóstico recorrente feito por Bestene nas visitas a comunidades: muita gente quer trabalhar, mas não dispõe do mínimo necessário para começar. A ideia central é distribuir kits completos de equipamentos — como carrinhos de pipoca, kits de maquiagem, itens para pequenos salões, materiais para produção de pães e doces e outros instrumentos básicos — para quem deseja iniciar uma atividade econômica, mas não consegue investir.
De acordo com o vereador, o Sebrae já sinalizou parceria para a etapa de capacitação, o que garante que os beneficiados recebam treinamento antes de usar os equipamentos. Ele também afirmou que o programa terá participação direta da Secretaria da Mulher e da Secretaria Municipal de Trabalho, incluindo um recorte específico para mulheres que precisam reconstruir a vida longe de seus agressores.
Bestene sustenta que, sem renda própria, muitas vítimas continuam presas a relacionamentos violentos. O Meu Primeiro Negócio busca romper esse ciclo ao oferecer meios práticos de sobrevivência financeira. A proposta inclui ainda a garantia de prioridade para esses novos empreendedores nos eventos organizados pela Prefeitura, como feiras, festivais e programações especiais — oportunidades que podem representar alto fluxo de clientes e faturamento imediato.
O vereador destacou no Correio em Prosa que o fortalecimento da economia local depende de estímulos concretos ao setor privado e ao microempreendedor, especialmente na capital. Segundo ele, o programa se junta a outras iniciativas já apresentadas por seu mandato com foco em abrir caminhos para quem pretende empreender, mas esbarra na falta de estrutura básica.
A implementação deve começar após a destinação de emendas parlamentares voltadas à compra dos equipamentos. A expectativa do parlamentar é que o Meu Primeiro Negócio se torne uma política pública contínua, com expansão gradual para diferentes bairros e públicos.
