Mesmo em queda, cesta básica ainda consome parcela elevada da renda em Rio Branco

Foto: Internet 

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A redução recente no preço da cesta básica em Rio Branco trouxe algum alívio ao orçamento das famílias, mas não foi suficiente para alterar de forma significativa a relação entre renda e alimentação na capital acreana. Mesmo mais barata, a compra do básico segue comprometendo uma parcela expressiva do rendimento mensal de quem depende de salário fixo ou renda instável.

O levantamento que aponta queda no valor médio da cesta revela um movimento positivo nos preços, mas não acompanha a realidade da renda da população. Para grande parte das famílias, especialmente aquelas que vivem com até um salário mínimo, a alimentação continua disputando espaço com despesas igualmente essenciais, como aluguel, energia elétrica, transporte e medicamentos.

Na prática, a diminuição no custo não se traduz em folga financeira. O consumo segue ajustado ao limite do orçamento, com substituição de produtos, redução de quantidade e adiamento de outras despesas. O dado médio indica retração nos preços, mas não elimina a pressão constante sobre quem precisa equilibrar gastos mês a mês.

Economistas avaliam que quedas pontuais no preço da cesta não resolvem o problema estrutural do poder de compra, sobretudo em um cenário de renda estagnada. Sem avanço proporcional nos salários, qualquer redução tende a ser absorvida rapidamente por outras despesas que seguem em alta.

Assim, apesar da retração registrada nos últimos meses, a cesta básica continua sendo um dos principais compromissos financeiros das famílias de Rio Branco, evidenciando que a queda nos preços, por si só, não garante acesso mais amplo à alimentação nem melhora imediata na qualidade de vida.

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