Mercados abertos em todos os continentes sustentam comércio exterior do Brasil

Foto: Internet 

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O Brasil encerrou agosto com um superávit comercial de US$ 6,1 bilhões, resultado considerado expressivo diante da tarifa de 50% aplicada pelo governo dos Estados Unidos a diversos produtos nacionais. Para o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, o saldo positivo reflete o esforço de ampliar mercados e reduzir a dependência de um único parceiro.

Segundo ele, o governo federal tem atuado em conjunto com a Apex, o Ministério da Agricultura, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento para abrir novas frentes de exportação. Desde o início da gestão, quase 410 mercados foram abertos para produtos brasileiros. A estratégia, reforça Viana, está na diversificação: “É uma vitória para o Brasil. Não estamos pessimistas quanto ao dia de amanhã”, afirmou.

A agenda internacional ganhou força com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin liderando encontros empresariais em todos os continentes. Somente neste ano, foram 16 reuniões organizadas pela Apex em países como China, Japão, Alemanha, Espanha, Vietnã e Arábia Saudita, além de quatro encontros conduzidos por Alckmin. Mais de sete mil empresários brasileiros acompanharam as missões por conta própria, o que, para Viana, demonstra a confiança do setor privado na expansão das exportações.

Embora o mercado norte-americano siga sendo estratégico — com presença da Apex em Miami e, em breve, em Washington —, o Brasil tem intensificado laços comerciais com a China, a União Europeia e agora volta-se à Índia. O país asiático é visto como a maior oportunidade de crescimento nas exportações, e está na pauta de um grande encontro empresarial previsto para os próximos meses.

Outro avanço destacado é a expectativa de assinatura do acordo Mercosul-União Europeia até o fim do ano. Para Viana, esse será o maior tratado comercial do mundo, envolvendo economias que, juntas, somam cerca de US$ 22 trilhões.

Apesar do impacto negativo das tarifas norte-americanas, o presidente da Apex avalia que a política de diversificação e o fortalecimento das parcerias internacionais garantem segurança para os exportadores brasileiros. “O tarifaço foi ruim, mas também acelerou a busca por novos destinos. O Brasil mostrou que pode se ad

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