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O mercado brasileiro do boi gordo iniciou 2026 sem alterações relevantes nos preços, mantendo um cenário de estabilidade nas principais praças pecuárias. Em São Paulo, referência nacional para a formação de preços, os negócios têm ocorrido dentro de uma faixa entre R$ 315 e R$ 325 por arroba, conforme a qualidade dos lotes, logística e perfil dos animais, segundo a Scot Consultoria.
De acordo com a consultoria, o volume de negociações permaneceu reduzido na sexta-feira (9), comportamento considerado típico para o encerramento da semana. Frigoríficos com escalas de abate mais confortáveis têm atuado de forma pontual, enquanto unidades com necessidade de compra seguem operando nos valores praticados pelo mercado.
Apesar de relatos isolados de negócios acima da média no mercado paulista, esses casos ainda não são suficientes para estabelecer um novo patamar de preços. A avaliação é de que a oferta de boiadas tem sido suficiente para atender à demanda atual, enquanto o bom escoamento da carne, tanto no mercado interno quanto no externo, contribui para manter o equilíbrio do setor.
Na comparação diária, os preços dos animais terminados permaneceram estáveis em São Paulo para todas as categorias. Segundo dados da Scot, o boi fora do padrão de exportação é negociado a R$ 318 por arroba, o chamado “boi-China” a R$ 322, a vaca a R$ 302 e a novilha a R$ 312 por arroba, valores brutos e a prazo.
A expectativa para o curto prazo é de continuidade desse cenário. “O mercado segue sem grandes estímulos, com tendência de estabilidade”, avalia Felipe Fabbri, da Scot Consultoria.
Segundo o analista, até o momento, a salvaguarda anunciada pela China não provocou efeitos diretos sobre o mercado físico do boi gordo no Brasil. A medida estabelece cotas globais e individuais por país para a importação de carne bovina, além de uma tarifa adicional de 55% sobre volumes que ultrapassem os limites definidos.
Para 2026, a cota destinada ao Brasil é de 1,1 milhão de toneladas, volume inferior ao total exportado ao mercado chinês em 2025. O excedente estará sujeito à tarifa adicional, que, somada à alíquota já existente, pode elevar a carga tributária para até 67%. As regras têm validade prevista até o fim de 2028.
No mercado futuro, os contratos do boi gordo negociados na B3 apresentaram comportamento misto na quinta-feira (8). O destaque ficou para o contrato com vencimento em fevereiro de 2026, que encerrou o pregão cotado a R$ 320,05 por arroba, com leve valorização frente ao fechamento anterior. (Com informações Caderno Agro)
