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A menina de 11 anos que permanece internada no Hospital da Criança, em Rio Branco, após a suspeita de ter sido obrigada a ingerir soda cáustica, apresentou evolução significativa no quadro clínico e segue em recuperação na enfermaria da unidade. A paciente deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no último dia 13 de julho e, após permanecer alguns dias em isolamento para acompanhamento médico, foi transferida para um leito comum na sexta-feira (17).
Segundo informações repassadas por órgãos que acompanham o caso, a criança responde positivamente ao tratamento e a expectativa da equipe médica é de que ela receba alta hospitalar nos próximos dias, caso a recuperação continue evoluindo de forma satisfatória.
Em razão do processo tramitar sob segredo de Justiça, o Hospital da Criança não divulga detalhes sobre o estado de saúde da paciente nem sobre os procedimentos médicos adotados durante a internação.
Embora a alta médica esteja próxima, o retorno da menina à convivência familiar dependerá de decisão da Vara da Infância e da Juventude, responsável por acompanhar o caso desde o início das investigações.
De acordo com o Conselho Tutelar, após a liberação hospitalar caberá ao Poder Judiciário definir as medidas de proteção que serão adotadas, incluindo a guarda provisória da criança e o local onde ela permanecerá enquanto o processo criminal continua em andamento.
A rede de proteção formada por Conselho Tutelar, Ministério Público, Poder Judiciário e órgãos da assistência social segue acompanhando o caso para garantir a preservação dos direitos da vítima.
A menina foi internada no dia 3 de julho, após ser socorrida com graves lesões provocadas pela ingestão de uma substância corrosiva. Ela foi encaminhada ao Hospital da Criança depois de receber os primeiros atendimentos médicos e permaneceu em estado considerado delicado durante os primeiros dias de internação.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que a principal suspeita é a madrasta da vítima, acusada de ter obrigado a criança a ingerir soda cáustica dentro da residência da família, localizada no bairro Apolônio Sales, em Rio Branco.
A mulher teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e permanece custodiada enquanto o inquérito policial prossegue. O pai da menina também é investigado e responde às acusações relacionadas ao caso.
Além da Polícia Civil, o Ministério Público do Acre acompanha a apuração dos fatos e fiscaliza a adoção das medidas de proteção destinadas à vítima.
Por envolver uma criança e apurar fatos de elevada gravidade, todo o processo tramita sob segredo de Justiça, o que limita a divulgação de informações pelas autoridades e pelos órgãos responsáveis pela investigação.
