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A pecuária do Acre não se resume apenas aos números bilionários do Valor Bruto da Produção. A base que sustenta o setor é formada por milhares de propriedades rurais espalhadas por todas as regiões do estado. Segundo levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac), o estado abriga hoje 26,3 mil propriedades dedicadas à criação de gado bovino.
Essas fazendas mantêm um rebanho estimado em 4,61 milhões de cabeças de gado, número que coloca o Acre entre os estados da Amazônia com maior densidade bovina. A atividade ocupa 2,4 milhões de hectares de pastagens, de acordo com dados do MapBiomas, reforçando a dimensão territorial da bovinocultura na formação econômica acreana.
A estrutura revela a importância social da pecuária. Boa parte dessas propriedades está nas mãos de pequenos e médios produtores, que dependem da atividade para garantir renda familiar, gerar empregos locais e movimentar os comércios dos municípios. Ao mesmo tempo, grandes fazendas respondem pelo volume expressivo de animais destinados ao abate e ao comércio interestadual, garantindo que o Acre se mantenha competitivo no mercado nacional.
O crescimento da base produtiva também levanta debates sobre sustentabilidade. A expansão das áreas de pastagem exige maior fiscalização ambiental e incentiva iniciativas de recuperação de áreas degradadas. Organizações ligadas ao setor têm defendido o uso de tecnologias como o manejo rotacionado e a integração lavoura-pecuária-floresta, práticas que permitem aumentar a produtividade sem ampliar a área ocupada.
Com mais de quatro milhões e meio de animais, a pecuária acreana está presente em todos os 22 municípios do estado e continua a ser o eixo estruturante da economia rural.
