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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a criação de mecanismos internacionais para regular o funcionamento das redes sociais e responsabilizar plataformas digitais por conteúdos publicados. A declaração foi feita neste sábado (18), durante agenda em Barcelona, em encontro com lideranças políticas.
Ao abordar o tema, Lula afirmou que o ambiente digital tem “muito pouco de social” e criticou a presença de conteúdos que classificou como “ódio, promiscuidade, sexo e jogatina”. Para o presidente, é necessário estabelecer regras globais que impeçam abusos e garantam maior controle sobre o que circula nas plataformas.
Durante o discurso, o chefe do Executivo defendeu que a internet deixe de ser tratada como uma “terra sem lei” e reforçou a necessidade de responsabilização das chamadas big techs. Ele também citou o Estatuto da Criança e do Adolescente como exemplo de avanço na proteção de direitos, especialmente no que se refere à segurança de crianças e adolescentes no ambiente digital.
A fala ocorre em meio ao avanço de discussões no Brasil sobre a regulamentação das plataformas, incluindo propostas que tratam do combate à desinformação e à responsabilização de empresas por conteúdos ilegais. O tema também tem ganhado espaço em debates internacionais, diante do impacto das redes sociais em processos políticos e sociais.
O posicionamento de Lula reforça a estratégia do governo federal de ampliar o debate sobre o controle das plataformas digitais, em um cenário que envolve disputas políticas, interesses econômicos e questionamentos sobre os limites entre regulação e liberdade de expressão.
