Foto: Aleac
A posse do deputado estadual Afonso Fernandes na presidência do Parlamento Amazônico para o biênio 2026-2027 marca a terceira vez que o Acre assume o comando da entidade que reúne os nove estados da Amazônia Legal. O deputado estadual José Luís Tchê (PDT), ex-secretário de Estado de Agricultura e ex-presidente do próprio Parlamento Amazônico, destacou o peso político da articulação regional para fortalecer as pautas amazônicas no Congresso Nacional.
Segundo ele, o Parlamento Amazônico, criado em 1999, consolidou-se como instrumento estratégico de união das bancadas estaduais em defesa de interesses comuns. “Somos nove estados da Amazônia Legal. Se falarmos em números, ultrapassamos 90 deputados federais e representamos um terço do Senado Federal. Quando juntamos forças, a nossa pauta ganha dimensão nacional”, afirmou.
O parlamentar ressaltou ainda que estados como Acre e Rondônia enfrentam desafios semelhantes e que a atuação conjunta amplia a capacidade de negociação em temas sensíveis ao desenvolvimento regional.
Tchê lembrou que o Acre já presidiu a entidade em duas ocasiões anteriores: em 2004-2005 e em 2012-2013. Para ele, a eleição de Afonso Fernandes representa continuidade e fortalecimento da agenda amazônica. “Tenho certeza de que as pautas que levaremos terão apoio dos demais estados. Isso nos dá peso no debate nacional”, declarou.
O deputado também citou a importância da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) como suporte institucional ao Parlamento Amazônico. Ex-presidente da entidade, ele classificou a Unale como “o sindicato das Assembleias Legislativas”, destacando mobilizações recentes, como a marcha de deputados estaduais a Brasília para discutir a dívida dos estados com o governo federal. O parlamentar lembrou ainda projetos debatidos no âmbito nacional e implementados no Acre, como a CNH Social e o Procon Legislativo, este último aprovado há mais de dez anos e ainda pendente de instalação.
A nova gestão do Parlamento Amazônico deverá priorizar temas estruturantes para a região, como desenvolvimento econômico, sustentabilidade, infraestrutura e equilíbrio federativo, buscando ampliar a influência política da Amazônia nas decisões estratégicas do país.
