José Augusto defende previsão de dinheiro para ramais, pontes, mecanização e insumos e pede participação da Comissão de Agricultura no debate
O presidente da Associação dos Pequenos e Médios Produtores Rurais da Transacreana, José Augusto, cobrou a inclusão de recursos para a agricultura familiar no orçamento do Estado. Em entrevista ao Correio OnLine, ele defendeu que as necessidades do campo sejam discutidas antes da aprovação da proposta, para evitar que a falta de previsão orçamentária volte a ser apresentada como justificativa para não atender os produtores.
“Nós queremos que o Estado coloque dentro do orçamento recurso para o setor produtivo, para podermos discutir ramais, discutir ponte, bueiro”, afirmou. A reivindicação inclui serviços de mecanização agrícola e apoio ao preparo de áreas para o cultivo.
Além da infraestrutura, José Augusto destacou a necessidade de assegurar dinheiro para a compra de adubo, sementes e mudas. Ele citou o avanço da produção de café no Acre ao defender que o orçamento contemple o suporte necessário aos agricultores.
“Temos que ter dinheiro também para comprar adubo, semente, mudas”, declarou. Segundo o dirigente, a previsão desses investimentos é necessária para que o apoio do poder público chegue à agricultura familiar, uma demanda que, conforme relatou, vem sendo discutida há anos.
A preocupação é que os produtores voltem a procurar os órgãos responsáveis no próximo ano e encontrem a mesma resposta: não há dinheiro disponível. Para José Augusto, o momento de cobrar a inclusão das demandas é durante a discussão do orçamento.
“No ano que vem, quando a gente for buscar a discussão, a gente já não tem previsão orçamentária, não tem dinheiro, é o que eles colocam sempre para a gente”, disse.
O dirigente também pediu que a Comissão de Agricultura participe do debate sobre a destinação dos recursos. “A gente está atento pelo orçamento. Queremos discutir o orçamento com a Comissão da Agricultura”, concluiu.
