Foto : Diego Gurgel/Secom
O Acre está entre os estados brasileiros com maior expectativa de crescimento econômico em 2026. Segundo projeção da Resenha Regional divulgada pelo Banco do Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) acreano pode avançar 3,2% no próximo ano, índice que coloca o estado na sexta posição do ranking nacional e acima da média prevista para o país.
O levantamento considera dados econômicos regionais e cenários setoriais, com destaque para atividades ligadas ao agronegócio, expansão do crédito e desempenho do setor de serviços. Estados do Norte e do Nordeste aparecem com projeções superiores às de grandes economias estaduais, indicando uma possível redistribuição do ritmo de crescimento no país.
Apesar do desempenho positivo no papel, a projeção não significa, necessariamente, melhora imediata na vida da população. Especialistas costumam alertar que o crescimento do PIB pode ocorrer de forma concentrada em determinados setores, sem impacto direto na renda, no emprego ou na qualidade dos serviços públicos, especialmente em estados com desafios estruturais históricos.
No caso do Acre, o dado reacende o debate sobre a capacidade do estado de transformar crescimento econômico em desenvolvimento social. Questões como infraestrutura, logística, regularização fundiária, geração de empregos formais e acesso a crédito seguem como fatores decisivos para que o avanço projetado se traduza em benefícios concretos para a população urbana e rural.
A Resenha Regional do Banco do Brasil é um relatório técnico amplamente utilizado por gestores públicos, setor produtivo e mercado financeiro, mas suas projeções estão sujeitas a revisões ao longo do ano, conforme variáveis econômicas, climáticas e políticas. Para o Acre, o desafio permanece o mesmo: crescer não apenas nos números, mas também na realidade cotidiana dos acreanos.
