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A cobrança por respostas imediatas à crise de desabastecimento na saúde marcou a fala do vereador Leôncio Castro (PSDB) durante a sessão de terça-feira, 25, na Câmara Municipal de Rio Branco. Segundo ele, mais de 20 medicamentos estão em falta simultaneamente nas unidades básicas do município, situação que gerou uma enxurrada de reclamações ao longo do fim de semana.
Leôncio afirmou que recebeu ligações e mensagens de moradores de vários bairros relatando a mesma dificuldade: receber a receita, mas voltar para casa de mãos vazias, sem poder iniciar o tratamento. “O cidadão que procura o centro de saúde é justamente aquele que não tem condições de comprar o remédio. É por isso que o poder público precisa entregar uma resposta imediata”, disse.
Para enfrentar o problema, o parlamentar apresentou um projeto de lei que cria o vale medicamento, mecanismo que autoriza o paciente a retirar o remédio em farmácias credenciadas quando houver falta momentânea nos estoques públicos. O vale seria emitido preferencialmente por plataforma digital da Secretaria Municipal de Saúde e traria informações como identificação do paciente, medicamento, posologia, quantidade autorizada e prazo de validade.
Leôncio destacou que o modelo já funciona em diversos municípios do Brasil, garantindo continuidade do tratamento e evitando que a população fique desassistida. “Se o remédio estiver em falta no centro de saúde, o paciente poderá ir a uma farmácia credenciada e retirar sem custo. O que está dando certo em outros lugares nós precisamos adotar. Não podemos permitir que a ausência de estoque recaia sobre quem mais precisa.”
O vereador também cobrou que a Prefeitura de Rio Branco adote medidas de prevenção para que o desabastecimento não se repita. Para ele, a situação revela falhas de gestão que impactam diretamente pacientes crônicos, idosos e crianças que dependem de medicação contínua.
