Rio Branco, Acre - sábado, 14 março, 2026

Legislativo Municipal ignora Regimento Interno, atrasa as sessões e castiga o contribuinte

Foto correio online

A Câmara Municipal de Rio Branco retomou os trabalhos no plenário da Casa Legislativa reforçando a ‘costumeira’ impontualidade. Pelo Regimento Interno — art. 136 — as sessões ordinárias devem começar pontualmente às 8h00, mas atual Legislatura, costurou um “acordão” informal e empurrou o início para 8h30.

Apesar do ‘aperto de mão’, o acordo não tem sido respeitado. O pequeno expediente da sessão desta terça-feira, 22, só teve início às 9h28, rendendo críticas de alguns parlamentares. De todos que cobraram uma posicionamento quanto aos atrasos, foi o vereador Samir Bestene (PP) quem escancarou o descrédito da Mesa Diretora. “Reunião não resolve nada. Não me chamem mais. A vida é curta para perder tempo com quem não cumpre o próprio combinado”, disse o progressista.

O presidente do parlamento municipal, vereador Joabe Lira (União) prometeu punho firme quanto aos atrasos. “Vamos iniciar a sessão às 8h30 em ponto; sem quórum, encerro”, disse ele. O discurso, no entanto, contradiz a prática de uma mesa que tem sido conivente com atrasos sistemáticos.

O custo do descaso

Segundo levantamento da própria Diretoria‑Geral, cada hora de funcionamento da Casa, considerando luz, pessoal e estrutura, custa R$ 6.500. Uma manhã prolongada em 60 minutos joga fora pelo menos R$ 130 mil por mês — dinheiro que poderia bancar 500 atendimentos básicos em postos de saúde ou oito km de recapeamento.

“Se o Regimento não serve, que seja revisado; se serve, que se cumpra. O que não cabe é a improvisação. Vereadores se negam a chegar no horário, articulam acordos de gaveta e depois exigem que a população os leve a sério”, disse a sociólogo Paula de Souza, ao comentar sobre os atrasos no início das sessões na Casa Legislativa.

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