Vereador fez duras críticas ao programa habitacional da gestão Bocalom e desafiou que seja apresentada uma família morando em imóvel entregue pela iniciativa
O vereador André Kamai (PT) fez duras críticas ao programa habitacional 1.001 Dignidades, lançado durante a gestão do ex-prefeito Tião Bocalom, e defendeu uma investigação sobre a aplicação dos recursos destinados à iniciativa.
Durante discurso na Câmara Municipal de Rio Branco, na quarta-feira, 12, Kamai afirmou que, apesar dos investimentos realizados, o programa não teria conseguido colocar nenhuma família dentro de uma residência. “O prefeito de Rio Branco criou uma fantasia do tal do 1.001 Dignidades. Foram seis anos enganando as pessoas. Saiu da prefeitura e não botou uma família dentro de uma casa”, declarou.
O parlamentar também questionou despesas que, segundo ele, foram realizadas para viabilizar o projeto, citando aquisição de madeira, aluguel de serraria, equipamentos e contratação de pessoal. A gente precisa investigar para onde foi o dinheiro do 1.001 Dignidades. Para onde foi? Porque as famílias estão esperando para morar numa casa com dignidade e não têm”, afirmou.
Vereador cita Minha Casa, Minha Vida
Kamai também criticou declarações de Bocalom relacionando o crescimento do número de unidades habitacionais previstas para Rio Branco ao projeto iniciado pela gestão municipal.
Segundo o vereador, as novas moradias são resultado da retomada do programa Minha Casa, Minha Vida pelo governo federal. Em sua fala, ele afirmou que mais de 3 mil unidades foram destinadas ao Acre, sendo mais de 2 mil para Rio Branco.
Para Kamai, não é correto apresentar essas unidades como uma ampliação do antigo 1.001 Dignidades. “Não dá para escorar uma incompetência e provavelmente um esquema nas costas de um programa que, de fato, garante casa para as pessoas”, afirmou.
O vereador foi além e lançou um desafio público. “Se alguém me levar numa casa feita pelo 1.001 Dignidades e mostrar uma família morando lá dentro, eu me calo. Me calo e não falo mais desse assunto”, disse.
Kamai encerrou defendendo que os gastos realizados no programa municipal sejam apurados e cobrou esclarecimentos sobre os resultados efetivamente entregues às famílias que aguardavam por moradia.
