Rio Branco, Acre - quarta-feira, 04 novembro, 2026

Justiça decreta prisão de Valadares Neto e autoriza acesso a dados na investigação da morte de Elyne

Valadares

Procurador municipal de Brasileia é investigado sob suspeita de mandar matar a médica; decisão inclui buscas e análise de registros do monitoramento eletrônico

A Justiça do Acre decretou a prisão preventiva de Francisco Valadares Neto, procurador municipal de Brasileia, investigado sob suspeita de ser o mandante da morte da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos. A decisão foi tomada na terça-feira (3), pela Vara Criminal da comarca, um dia após o crime.

Além da prisão, foram autorizadas buscas domiciliares e o acesso a dados de dispositivos eletrônicos e aos registros do monitoramento eletrônico do investigado. As medidas foram confirmadas pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) em nota divulgada nesta quarta-feira (4).

Elyne foi morta a tiros na noite de segunda-feira (2), quando estava acompanhada de outras pessoas na calçada de um gastrobar, em Brasileia. Segundo as informações da investigação, o atirador se aproximou por trás e disparou contra a médica. O suspeito de executar o crime foi identificado pela Polícia Civil e era procurado pelas autoridades.

A vítima tinha medidas protetivas contra Valadares Neto. As determinações incluíam a proibição de aproximação e de contato, além do uso de tornozeleira eletrônica pelo investigado e da disponibilização de um botão do pânico à médica.

De acordo com o TJAC, os equipamentos estavam instalados e as medidas protetivas continuavam válidas na noite do crime. Os registros do monitoramento eletrônico estão entre os dados cujo acesso foi autorizado pela Justiça para subsidiar a investigação.

Na manhã seguinte à morte de Elyne, Valadares Neto foi encontrado desacordado em casa e levado ao Hospital Regional do Alto Acre. Depois, foi transferido para o Pronto-Socorro de Rio Branco, onde chegou intubado e com sinais vitais estáveis, conforme as informações divulgadas sobre o atendimento.

A investigação busca esclarecer a participação dos suspeitos e as circunstâncias do crime. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação.

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