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Dois homens acusados de envolvimento na morte de Cauã Nascimento Silva, de 19 anos, sobrinho-neto da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foram condenados a penas que, somadas, ultrapassam 30 anos de prisão. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (3), em Rio Branco.
O crime foi registrado em fevereiro de 2024. De acordo com a denúncia, a vítima foi morta dentro da própria residência, enquanto dormia. Os acusados teriam invadido o imóvel e efetuado disparos contra o jovem.
Segundo a sentença, André de Oliveira da Silva recebeu pena de 24 anos, seis meses e 17 dias de reclusão, além de 80 dias-multa, por homicídio qualificado e por integrar organização criminosa.
Já Denis da Rocha Tavares foi condenado a 12 anos, cinco meses e 13 dias de reclusão, além de 120 dias-multa, pelo crime de participação em organização criminosa. Ele foi absolvido da acusação de homicídio.
A decisão judicial aponta que André foi o autor dos disparos e destaca circunstâncias que agravaram a pena, como a invasão da residência e o fato de a vítima estar em situação de vulnerabilidade no momento do crime. A sentença também menciona que o réu teria admitido participação em organização criminosa.
As investigações indicaram que o caso estaria relacionado a disputa entre grupos criminosos que atuam na região. Conforme apurado pela Polícia Civil, embora a vítima não tivesse antecedentes criminais, havia relatos de que ele teria se aproximado de pessoas ligadas a uma das facções que disputavam território na área.
À época, o delegado responsável pelo caso afirmou que o jovem não possuía passagem pela polícia e que a motivação estaria ligada ao contexto de rivalidade entre grupos criminosos.
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Acre em novembro de 2024. No mês seguinte, a Justiça decidiu levar os acusados a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Os dois foram presos cerca de sete meses após o crime. Durante a investigação, a polícia apreendeu uma arma que, segundo a perícia, teria sido utilizada na ação.
Com a sentença proferida, o caso chega a uma nova etapa, cabendo ainda recursos às instâncias superiores.
