Rio Branco, Acre - sábado, 02 maio, 2026

Joabe Lira nega manobra e diz que votação de empréstimo seguiu “total legalidade”

Foto: Jardy Lopes

Foto: Jardy Lopes

O presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, vereador Joabe Lira (PP), durante pronunciamento na sessão de terça-feira, 20, no plenário do parlamento, negou que tenha havido qualquer manobra política para garantir a aprovação do projeto que autoriza o Executivo a contratar empréstimo de R$ 67 milhões. A votação, que ocorreu com ausência de parte da oposição, gerou críticas de vereadores contrários à proposta.

Joabe afirmou que todos os parlamentares foram devidamente informados sobre a retomada da sessão e que não houve quebra de acordo ou tentativa de esvaziamento do plenário. “As sessões estavam suspensas. Eu poderia retomar a qualquer hora do dia. Foi o que fiz. Informei o grupo de vereadores que a sessão seria às 15h30 e, depois, atualizei para 16h. Tudo foi comunicado com antecedência”, afirmou o presidente da Casa.

Ainda segundo Joabe, houve inclusive diálogo com um vereador da oposição, que teria confirmado presença. “Ele disse que viria. Avisei no grupo: ‘Podem comprar o lanche, vamos até tarde’. Depois, não sei o que aconteceu”, declarou.

A crítica da oposição gira em torno do quórum. Com menos parlamentares em plenário, o projeto foi aprovado sem resistência, o que levantou suspeitas de uma articulação nos bastidores para evitar o debate. Joabe, no entanto, reforça que o rito legislativo foi respeitado e que o tema exigia urgência.

“É importante deixar claro que não houve nenhum tipo de manobra nesta Casa. Sempre respeitamos os posicionamentos partidários e ideológicos. O debate é importante. Mas o projeto precisava ser votado. Estamos falando de um recurso que impacta diretamente em áreas sensíveis, como o transporte público, que é uma demanda constante da população”, afirmou.

A aprovação do projeto autoriza a Prefeitura de Rio Branco a contratar financiamento de R$ 67 milhões, com foco em infraestrutura e melhorias urbanas. A matéria foi tratada com prioridade pela base governista, que defende a medida como essencial para destravar investimentos em áreas críticas da cidade.

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