Joabe Lira apresenta projeto para garantir limpeza permanente do Igarapé São Francisco

Foto: Correio online

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O presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, vereador Joabe Lira (UB), apresentou um projeto de lei que cria o Programa Permanente de Limpeza e Manutenção do Igarapé São Francisco, um dos principais mananciais da capital acreana. A proposta nasce da experiência do parlamentar na gestão pública e da necessidade de enfrentar os impactos causados pelas enchentes que, em março de 2023, atingiram milhares de famílias.

Segundo Joabe, a iniciativa surgiu ainda quando ele esteve à frente da Secretaria de Cuidados com a Cidade, coordenando uma grande operação de limpeza no igarapé. “Na primeira ação, retiramos mais de 150 toneladas de entulhos, inclusive uma carcaça de carro. Foram 45 dias de trabalho intenso, com maquinário, Corpo de Bombeiros e servidores. O resultado foi imediato: desde então, o igarapé não voltou a transbordar como antes”, destacou.

O projeto apresentado prevê que a limpeza do igarapé passe a ser uma política pública institucionalizada, com planejamento anual e execução garantida, sem depender da decisão de cada gestão municipal. “A experiência mostrou que a manutenção periódica é fundamental para evitar alagamentos e prejuízos às famílias de Rio Branco. Agora, queremos transformar isso em lei, para que seja uma ação contínua”, explicou.

Além da manutenção, o projeto também busca envolver a comunidade. “Não adianta apenas limpar se o igarapé continuar sendo tratado como depósito de lixo. É preciso trabalhar a educação ambiental, principalmente com jovens e escolas, para mudar essa realidade e preservar nosso patrimônio natural”, defendeu.

Por fim, Joabe lembrou que o Igarapé São Francisco é parte da memória e da vida de milhares de moradores, mas que sofre com ocupações desordenadas e descarte irregular de resíduos. Para ele, a proposta representa um passo estratégico para proteger vidas, reduzir riscos e preparar a cidade para os efeitos das mudanças climáticas.

“Este projeto nasce da prática e da vivência. É uma resposta às tragédias que já enfrentamos e um compromisso com o futuro da nossa cidade”, concluiu.

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