Rio Branco, Acre - sábado, 02 maio, 2026

Jarude critica recusa de Bocalom em criar Guarda Municipal: “Câmera não impede assalto”

Foto: Sérgio Vale

Foto: Sérgio Vale

O debate sobre segurança pública voltou a ganhar força na Assembleia Legislativa do Acre. Em discurso na sessão de terça-feira, 15, o deputado Emerson Jarude (Novo) fez duras críticas ao prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), pela recusa em implementar a Guarda Municipal na capital — medida já adotada em quase todas as capitais do país.

Para o parlamentar, a insistência da prefeitura em não estruturar a guarda revela desprezo pela proteção da população e pelo cuidado com os espaços públicos. “Quando o prefeito diz que não quer a Guarda Municipal, ele está mandando um recado claro: de que a segurança da população não é prioridade”, declarou Jarude, ao lembrar que até a própria Secretaria de Segurança Pública do Estado já recomendou a criação do efetivo.

Segundo o deputado, a ausência de segurança tem deixado espaços como o Parque da Maternidade e o Horto Florestal vulneráveis, além de prejudicar servidores que trabalham nas ruas, como garis e agentes de limpeza. “A cidade está à mercê. Já vimos trabalhadores sendo agredidos e ameaçados, e a resposta do prefeito é instalar câmeras. Mas câmera sozinha não protege ninguém”, ironizou.

Jarude também contestou o argumento da gestão municipal de que o monitoramento por câmeras seria suficiente. “Câmera não impede assalto. Vi um comentário que resume bem isso: colocar câmeras e não ter guarda é como fechar a porta depois que o ladrão já saiu”, disparou.

A crítica do deputado também foi direcionada à postura do prefeito em relação à ampliação da estrutura política da prefeitura. “Enquanto se recusa a contratar guardas municipais, o prefeito amplia cargos comissionados e chega ao cúmulo de nomear a própria esposa. Isso mostra onde estão suas prioridades.”

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