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Com manejo de pasto e divisão de áreas, professor Luiz Fahrenheit mostra como a pecuária amazônica alcança mais rentabilidade sem ampliar o desmatamento.
Na palestra realizada durante a Tarauacá Rural Show, o professor Luiz Farinatti destacou como a intensificação da pecuária tem mudado a forma de produzir carne no Acre e na Amazônia. Se há 20 anos um boi demorava cinco anos para chegar ao abate, hoje é possível concluir o ciclo em apenas dois anos, garantindo maior rentabilidade e colocando no mercado uma carne com “o sabor da Amazônia: o pasto”.
Segundo ele, o segredo está na gestão do processo. O conhecimento sobre o comportamento animal e a qualidade do pasto permite adotar um sistema de pastejo rotacionado, com divisões que respeitam tempo de descanso, altura da forragem e número de animais. “Isso reduz o investimento em novas áreas e aumenta o ganho por hectare. Ou seja, diminui o desmatamento e transforma o que já existe em carne de qualidade”, explicou.
O professor ressaltou ainda que tecnologias como cerca elétrica, drones e bebedouros modernos são aliados do produtor. “A tecnologia está sempre à nossa frente. O diferencial é saber utilizá-la de forma a garantir eficiência e lucro”, afirmou.
