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A inflação fechou 2025 em trajetória de desaceleração no Brasil, mas isso não significou alívio uniforme para o consumidor. Enquanto o índice geral permaneceu dentro da meta, alguns produtos e serviços registraram altas expressivas, pressionando o orçamento das famílias de forma desigual ao longo do ano.
Entre os maiores vilões do bolso, o transporte por aplicativo liderou os aumentos, impulsionado pela política de preços dinâmicos, custos operacionais mais altos e maior demanda em centros urbanos. O café moído também teve forte elevação, reflexo direto de problemas climáticos que afetaram a produção e reduziram a oferta do grão, além da valorização do produto no mercado internacional. Outros itens do cotidiano, como pimentão, chocolates e alguns bens duráveis, também acumularam altas relevantes.
Na contramão, parte dos alimentos ajudou a conter o índice geral. Produtos como abacate, laranja, feijão e batata apresentaram quedas significativas de preço ao longo do ano, influenciadas principalmente por boas safras, aumento da oferta e ajustes no abastecimento. Em algumas capitais, essas reduções chegaram a provocar episódios pontuais de deflação no grupo alimentação.
