Indústrias brasileiras migram para o Paraguai atraídas por incentivos fiscais e menor custo de produção

Foto: Internet 

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O número de indústrias brasileiras que transferiram parte ou a totalidade de suas operações para o Paraguai ultrapassa 200 unidades, segundo levantamento divulgado em reportagens recentes da imprensa nacional. O movimento tem se intensificado nos últimos anos e ganhou novo fôlego em 2025, impulsionado por incentivos fiscais oferecidos pelo país vizinho e por custos operacionais considerados mais baixos em relação ao Brasil.

A principal porta de entrada dessas empresas é o regime conhecido como Lei de Maquila, que permite a instalação de indústrias voltadas à exportação com tributação reduzida sobre o valor agregado dos produtos. Na prática, empresas beneficiadas pelo modelo pagam um imposto único, significativamente inferior à carga tributária brasileira, além de contarem com isenções sobre a importação de insumos utilizados na produção.

Entre os setores que mais aderiram ao modelo estão os ramos têxtil, alimentício, metalúrgico e de autopeças. Em muitos casos, as empresas mantêm estruturas administrativas ou comerciais no Brasil, enquanto deslocam etapas da produção industrial para o Paraguai, especialmente as voltadas à exportação para mercados da América do Sul e de outros continentes.

Autoridades paraguaias apontam que a chegada de empresas estrangeiras tem contribuído para a geração de empregos e para o crescimento do parque industrial do país. Dados oficiais indicam aumento das exportações realizadas sob o regime de maquila, com destaque para produtos manufaturados destinados ao mercado externo.

No Brasil, o avanço desse movimento reacende o debate sobre competitividade industrial e ambiente de negócios. Entidades empresariais acompanham o fenômeno com atenção e avaliam que a migração de fábricas para países vizinhos reflete dificuldades estruturais enfrentadas pela indústria nacional, especialmente relacionadas à carga tributária, custos trabalhistas e burocracia.

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