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Instituição afirma que cessão é temporária, prevê melhorias no espaço e nega qualquer ato de violência durante visita de parlamentar
O Instituto Federal do Acre (IFAC), Campus Tarauacá, publicou na última terça-feira, 26, uma nota de esclarecimento em resposta às declarações do vereador Chagas Batista (PCdoB), feitas durante sessão na Câmara de Vereadores. O parlamentar questionou a cessão de parte da área do campus para a realização da 6ª Feira do Agronegócio de Tarauacá – Tarauacá Rural Show, prevista para os dias 25 a 28 de setembro.
Durante a sessão, o vereador afirmou ter buscado informações junto ao Ministério Público e anunciou que protocolaria representação para apurar a legalidade do acordo. “Quero saber como foi que conseguiram uma terra pública para fazer uma obra com dinheiro público, com emenda federal. Quem deu autorização? O promotor pediu a representação e amanhã eu represento”, disse Chagas Batista.
Em nota assinada pelo diretor-geral do Campus Tarauacá, Denis Borges Tomio, o IFAC esclarece que a cessão da área é estritamente temporária e foi firmada em parceria com a Associação dos Produtores Rurais de Tarauacá, o Sindicato Rural e a Associação Comercial e Empresarial de Tarauacá.
Segundo a instituição, além de sediar a feira, o acordo prevê que as entidades parceiras realizem melhorias estruturais no espaço, como: regularização topográfica do terreno; revitalização e limpeza da represa; contenção de erosão nos morros; construção de tanques de piscicultura; construção de curral para manejo animal; revitalização da estrada de acesso; regularização das entradas no espaço; e cercamento do terreno.
Essas benfeitorias, de acordo com o IFAC, permanecerão como legado para a comunidade acadêmica, beneficiando os cursos de Agricultura, Floresta, Gestão do Agronegócio e Ciências Biológicas, especialmente nas aulas práticas.
Sobre a propriedade e acesso
O instituto reforça que o terreno continua sendo patrimônio público federal, pertencente ao IFAC, e que não há transferência de propriedade. A instituição também nega ter autorizado qualquer ato de violência ou impedimento de acesso durante visita do vereador à área.
“Repudiamos veementemente qualquer ato de violência, seja física ou verbal. Nosso principal objetivo é atender aos interesses da comunidade. Qualquer cidadão pode acompanhar os trabalhos que estão sendo realizados”, afirma a nota.
