Rio Branco, Acre - sábado, 19 setembro, 2026

Homem acusado de jogar namorada de carro é solto após júri afastar tentativa de feminicídio

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Homem foi acusado de jogar a namorada para fora de um carro em movimento, em Cajuru, no interior de São Paulo

O Tribunal do Júri afastou a acusação de tentativa de feminicídio contra Denis Cipriano de Carvalho Silva, acusado de jogar a namorada para fora de um carro em movimento em Cajuru, no interior de São Paulo. O julgamento foi encerrado na noite desta quinta-feira (17).

Os jurados entenderam que o réu não teve a intenção de matar Gabriele Gonçalves. Ele foi condenado por lesão corporal grave e por descumprimento de medida protetiva.

Como a pena estabelecida foi inferior a quatro anos, em regime aberto, a Justiça expediu um alvará de soltura. Denis estava preso desde março de 2025 e poderá recorrer da condenação em liberdade.

O caso ocorreu em janeiro de 2025, após uma discussão entre o casal durante a Festa de São Sebastião, evento tradicional realizado no município. Conforme a acusação, Gabriele decidiu deixar o local a pé, mas foi alcançada pelo então namorado.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público aponta que a mulher foi atingida com um soco no olho, puxada pelos cabelos e obrigada a entrar no automóvel. As agressões teriam continuado dentro do veículo.

Segundo o relato da vítima, ela tentou sair do carro para escapar das agressões, mas não conseguiu inicialmente porque o automóvel estava em movimento. Gabriele afirmou que, depois de abrir a porta, foi jogada para fora pelo acusado.

Ainda de acordo com a Promotoria, a mulher teria sido arrastada por alguns metros porque um dos pés ficou preso no banco do veículo. Ela foi socorrida com ferimentos graves, atendida inicialmente na Santa Casa de Cajuru e posteriormente transferida para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Apesar da gravidade do caso, Gabriele sobreviveu.

Defesa apresentou outra versão

Durante o julgamento, a defesa sustentou que Gabriele teria aberto a porta e pulado do automóvel quando o veículo estava em velocidade reduzida. O advogado do acusado também afirmou que Denis parou o carro e tentou prestar socorro.

A acusação, por outro lado, apresentou informações sobre medidas protetivas concedidas contra o réu e relatos de um relacionamento anterior, com a intenção de demonstrar um possível histórico de comportamento violento.

Ao todo, dez testemunhas foram ouvidas pelo Tribunal do Júri, sendo cinco indicadas pela acusação e cinco pela defesa. O réu também prestou depoimento.

Após a análise das provas e dos relatos apresentados durante a sessão, os jurados rejeitaram a tese de que Denis tentou matar a vítima. A decisão levou à desclassificação da tentativa de feminicídio para lesão corporal grave, além da condenação pelo descumprimento da medida protetiva.

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